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Hipnose Dinâmica

A BRITISH MEDICAL ASSOCIATION, define hipnose como um "temporário estado alterado de atenção do sujeito", que pode ser induzido por um operador, quando podem acontecer vários fenômenos, tanto espontâneos quanto como em resposta a estímulos verbais ou de outra natureza.

Entre estes fenômenos existem alterações da consciência e da memória, a aumentada suscetibilidade a sugestões e a produção no sujeito de resposta e idéias que não lhe são familiares em condições normais.

Fala-se de um estado de intensa concentração focal, com diminuição da consciência periférica que pode utilmente facilitar procedimentos diagnósticos e terapêuticos em psiquiatria clínica.

Hipnose pode ser definida como um estado manifestado por uma introjeção da mente para o interior, que facilita um aumento da criação imaginativa, privilegia o raciocínio indutivo sobre o dedutivo e reduz a necessidade do exame da realidade, fornecendo assim uma disposição mental em que algumas idéias podem ser recebidas e experimentadas de maneira tão real, que é possível revivê-las.

M. Erickson considera o estado hipnótico como um estado de atenção e receptividade intensificado e de aumentada reatividade a uma idéia ou série de idéias.

Erickson especifica que o transe terapêutico é um período durante o qual os pacientes têm condições de quebrar as próprias limitadas estruturas e sistemas de crenças de tal maneira a poder experimentar outros modelos de funcionamento sobre si mesmos.

Granone define por hipnotismo a possibilidade de induzir num sujeito um específico estado psicofísico que permite influenciar as condições psíquicas, somáticas e viscerais do paciente, através do relacionamento criado entre este último e seu médico. Esta definição evidencia a importância do relacionamento médico - paciente como momento fundamental da relação hipno-terapêutica.

O estado hipnótico é um estado de consciência alterado, mas simultâneo a um estado natural.

É importante evidenciar como existem comum e diariamente experiências de estados hipnóticos. Isso acontece quando estamos completamente absorvidos na leitura ou quando estamos dirigindo quase "automaticamente", percorrendo um caminho que nos é familiar.

Nestes momentos, muitas vezes, conseguimos não ser incomodados por estímulos não desejados, como por exemplo, um barulho externo ou uma dor somática. Tudo isso acontece sem que seja eliminada a nossa consciência do estado de vigília.

Existem muitos equívocos e mistificações que fazem com que a hipnose não seja completamente aceita, tanto pela classe médica quanto pelos potenciais pacientes. Isto ocorre porque, erroneamente, a hipnose é vista como uma técnica para dominar a mente das pessoas. É demonstrado amplamente por todos os pesquisadores e através de todos os experimentos que, se uma pessoa não quer ser hipnotizada, ninguém consegue hipnotizá-la.

O paciente hipnotizado é constantemente dono de si, não diz ou faz coisas que não diria nem faria em estado de vigília.

O mito da hipnose como domínio é, infelizmente, alimentado pelo cinema e pela televisão; pelos hipnotizadores de teatro e de circo, onde se procura dar ênfase à imagem negativa e distorcida da hipnose e à necessidade de o hipnotizador adquirir um benefício próprio às custas do prejuízo do hipnotizado.

Às vezes, a hipnose é considerada como uma espécie de magia ou bruxaria e, portanto, eficaz em qualquer circunstância. Nada de mais errado. Hipnose não é nada disso. Não é a panacéia de todos os males.

Hipnose é uma técnica diagnóstica e principalmente terapêutica, muito eficaz em muitas áreas, segura e científica, se utilizada por profissionais médicos, psicólogos e dentistas com uma adequada preparação.

Não é mágica, nem pretende ser.

As principais diferenças entre as técnicas indutivas da hipnose tradicional e da hipnose dinâmica estão ligadas a vários fatores: enquanto a hipnose tradicional se utiliza da comunicação verbal através de teses de sugestionabilidade dirigidos às estruturas conscientes da mente do paciente (que pode aceitar ou não a sugestão), a hipnose dinâmica se utiliza da comunicação não verbal, por meio de atos comunicativos, dirigidos as estruturas inconscientes, analógicas da mente do sujeito (que, por serem analógicas, não podem ser identificadas em nível consciente e, portanto, não podem ser rejeitadas).

A hipnose dinâmica não necessita mais de que três ou quatro minutos para a indução. Ao passo que, a hipnose tradicional necessita de pelo menos 20 ou 30 minutos para o mesmo resultado. A hipnose moderna, confirma através de inúmeros estudos e pesquisas de que o sono do paciente, considerado o objetivo na técnica tradicional, é somente uma das muitas fenomenologias produzíveis. O fato de não necessitar que o paciente atinja um estado de sono e, portanto, permaneça consciente, em equilíbrio com o ambiente, com o tempo e o espaço, nos auxilia enormemente em nosso trabalho terapêutico, além de tornar-se um processo muito mais rápido, mais intenso e muito menos desgastante.

A hipnose moderna começou com os estudos de Milton Erickson, para muitos o maior hipnoterapeuta dos Estados Unidos, e considerado ainda hoje, depois de quase 20 anos da sua morte, como um grande mestre.

A hipnose tem um conceito muito errado. Ela é vista pela maioria das pessoas como charlatanismo, como mágica e milagre. O que é uma inverdade. O paciente hipnotizado é constantemente dono de si, não diz e não faz coisas que não diria ou não faria normalmente, ele vive aquele momento livre da couraça, da armadura, que todos nós vestimos no dia a dia.

Para ele, vivemos o tempo todo hipnotizando ou sendo hipnotizados,"procurando cada vez mais e melhor".

Dr.Leonard Verea

É médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica, o Dr. Verea é membro de diversas entidades nacionais e internacionais, como o CID CNV Istituto di Psicologia Analogica e di Ipnosi Dinamica, SIMP Roma-Italia, The International Society for Medical and Psychological Hypnosis, New York-EUA, ABMP.

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