Sensos de Culpa

57

O que fazer quando a paixão te leva a escolhas que mudam a sua existência

Senso de culpa é a pena de quem se condena por qualquer escolha contra-corrente, ignorando que mesmo os desejos transgressivos são fonte de crescimento interrior.

O nosso Inconsciente, a Energia, não aceita ordens, pula dentro de nos para vassourar toda a nossa vida ordenada: sensos de culpa que as pessoas devem aprender a jogar fora para dar espaço a um prazer total, livre.

Assim na vida, quando o Amor vem nos encontrar, sob qualquer forma, devemos aprender a recebe-lo, a sentir prazer sem culpa, a viver emoções intensas; devemos aprender a viver o amor e o prazer não mais como algo do que temos que fugir, para não sofrer maltratos mentais e fisicos. Devemos aprender a enfrentar a luta que acontece dentro de nos, a luta entre o que eu quero e o que eu posso. Uma luta contra as forças eróticas que querem nos surpreender, possuir, que querem desarticular as certezas, onde o nosso ser consciente, assustado tende a fazer, sentir errado, preso por dogmas e pré-conceitos. O consciente da nossa mente engana muito: não consegue falar, gozar, ter prazer sem ponderar, sem programar, sem lembrar, sem trazer a tona o passado com todos os seus condicionamentos.

O certo, é nunca procurar respostas no passado pelo que nos acontece agora, nunca explicar as atrações, nunca comentá-las. O desconhecido é o lugar certo para o Eros: a ausência de comentários, de comparações, de lembranças, são os companheiros de viagem ideais para o amor. O amor não ama projetos e planos, os detesta.

Tem um momento na vida no qual temos que estar abertos e acessíveis frente as forças que vem nos encontrar, ou seja, sem ter nada a dizer, sem ter que escolher, mas simplesmente recebendo, aceitando sem resistência alguma aquilo que nos atropela, que nos assusta. Não precisamos ser sempre protagonistas, podemos nos colocar de forma complementar, sem tentar dar ordens ao Eros, sem guiá-lo. As paixões vem para nos trazer o caos, a desordem, para desestruturar a nossa vida ordenada, programada, estruturada…, mostrar o lado misterioso da nossa alma.

Quando ativamos o nosso raciocínio lógico, – faço mal a alguém?
-ao meu parceiro-a? –o que vai ser da minha família? –tem suficiente dinheiro para nos separar? –que tipo de pessoa eu sou? Nos limitamos, criamos mecanismos para que a Paixão se afaste e raramente ela volta.

O consciente, ao invés de ficar feliz e agradecer pela volta do Eros, se sente em crise, fica mal e acha que não esta em condições de amar de verdade. O Eros aparece para ajudar as pessoas a parar de se julgar, a se deixar levar para as emoções, a viver.

Para poder aproveitar todas as forças do Eros e curtir a vida precisamos em primeiro lugar nos limpar, nos reenergizar: somente depois de curar todas as infecções do nosso coração, seremos capazes de alcançar a união com a nossa alma gêmea.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui